Cultivada há mais de mil anos na China, esta espécie de cogumelo comestível é, atualmente, uma das mais produzidas em todo o mundo. Descubra os mistérios que esconde este apreciado alimento. No seu habitat natural, os fungos tendem a desenvolver estratégias de luta biológica para poderem competir entre os múltiplos microrganismos que coabitam o seu meio. Uma das estratégias é a produção de determinados compostos químicos que os fungos podem libertar para o meio onde vivem.

 

Entre eles incluem-se, entre outras, substâncias antibióticas que se destinam a reduzir as bactérias competidoras que os possam prejudicar na luta pelas suas fontes de energia, para se alimentarem. Ao longo da história, a humanidade foi capaz de aproveitar alguns destes componentes para seu próprio benefício, como o caso emblemático da descoberta da penicilina, a partir do fungo Penicillium notatum que revolucionou a história da medicina no início da II Guerra Mundial.

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Hoje em dia, existe um grande interesse por cogumelos com efeitos medicinais, como é o caso do Lentinula edodes, designado de xiangu na China, de onde é originário. O seu nome significa cogumelo aromático. Xian significa aroma e gu equivale a cogumelo, mais conhecido pelos portugueses por shiitake, nome comum em japonês. O cultivo de shiitake em toros de madeira é o mais antigo de entre todos os cogumelos comestíveis

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Teve origem na China há cerca de mil anos, quando se passou a dominar a técnica de produção de cogumelos em ambiente natural. O Japão especializou-se em selecionar variedades de elevada qualidade, onde também se produz em larga escala. Hoje, a China continua a ser um dos maiores produtores, consumidores e exportadores mundiais de shiitake.

 

Originário da zona temperada do nordeste asiático, este alimento, já presente em muitas receitas confecionadas em território nacional, continua a ser uma das espécies mais produzidas em todo o mundo. Com o passar do tempo, tem vindo a ganhar alguma fama no ocidente, pelo seu interesse gastronómico e medicinal.

 

Propriedades medicinais reconhecidas

Este cogumelo, além de ser um excelente comestível, ao longo dos anos tem sido estudado pelas suas propriedades terapêuticas, uma vez que dele se extrai alguns compostos com efeito imunopotenciador, como é o caso do lentinan, um polissacárido que parece favorecer a resposta imunitária do nosso organismo. Ensaios clínicos têm vindo a ser realizados especialmente em países asiáticos.

 

Com a utilização do lentinan em conjunto com tratamentos de quimioterapia, os resultados apontam para o aumento da esperança de vida, melhoria do sistema imunitário e melhoria da qualidade de vida de pacientes em tratamento de alguns tipos de cancro. Embora seja uma área ainda pouco estudada, a ciência também se tem interessado pelos possíveis efeitos benéficos de extractos aquosos deste cogumelo no combate a doenças causadas por fungos e vírus, que provocam grandes danos no setor agrícola, com vista a isolar as substâncias activas que possam ter benefícios na luta contra estes agentes.

 

Em suma, vários estudos têm demonstrado a actividade antibacteriana, anti-fúngica e também inibitória de crescimento de microrganismos, através de vários compostos isolados a partir deste cogumelo, revelando o seu elevado interesse farmacológico.

açafrão : o ouro vermelho

  • 3 August 2017 | 11:58 am

O açafrão ou crocus (Crocus sativus) está, pela mão do empresário Joaquim Coelho, a adoptar a Guarda como sua casa, região onde encontrou as condições ideais para prosperar.


Depois de tentar também os férteis terrenos do litoral do Porto, Joaquim Coelho acabou por concluir que a produção nos terrenos mais pobres e arenosos de Freixedas em Pinhel garantiam uma produção de melhor qualidade com menores custos.

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E é natural que o açafrão se esteja a adaptar bem a esta região do país, uma vez que os seus primos direitos o Crocus carpentanus e o Crocus serotinus (açafrão bravo) aparecem espontaneamente em todo o interior norte e centro e em Espanha, nomeadamente em La Mancha, onde é cultura tradicional desde há séculos.


Joaquim Coelho fez a sua formação em França na área da industrialização mecânica, transpondo para a agricultura as rigorosas exigências de produtividades da indústria metalúrgica onde fez carreira. Aos poucos foi fazendo a transição, e há cerca de um ano que se dedica à apicultura como actividade principal, apostando simultaneamente na produção de açafrão, criando para este efeito a marca “Açafrão de Mel”, estando certo que, em breve, irá ganhar dimensão para exportar directamente para Espanha e França (grandes mercados consumidores do açafrão).


Apesar de já conhecer a cultura do açafrão, e confiar que é uma aposta segura, Joaquim Coelho, começou com um pequeno investimento com bolbos importados, procurando, aos poucos ir conhecendo o mercado e a adaptação da cultura.

Nesta planta só os pistilos são aproveitados (bolbo e folhas são tóxicos), ou seja, os pequenos filamentos vermelhos do centro da flor. São usados como condimento (o mais caro do mercado) e outrora como corante (o étimo de açafrão virá do árabe em que significará amarelo).


A instalação da cultura faz-se entre Junho e início de Setembro, para o qual se realizam mobilizações do solo até 20 centímetros. É boa prática proceder, desde meses antes, à prática da “falsa sementeira” que consiste em passar uma grade ligeira sobre o terreno a intervalos de 1 a 2 meses de modo a reduzir as infestantes e o banco de sementes. Uma vez preparado o terreno, podem os bolbos ser plantados em linhas de 7x10cm, ou em canteiros (faixas) com compasso mais apertado.


Dependendo do diâmetro dos bolbos, passados dois a três meses (Outubro a Novembro), aparecem as flores (uma a duas por pé).


Depois de colhidas as flores do crocus este manterá as folhas até Maio do ano seguinte, altura em que a planta seca totalmente, voltando a rebentar a partir de Outubro, sem que se tenha que fazer qualquer nova plantação ou revolvimento do solo. Nesta cultura praticamente não se usam fertilizantes, sendo que se pode aplicar um pouco de fósforo e potássio antes da plantação e azoto depois da colheita das flores para que os bolbos ganhem maior volume e produzam novos bolbos vigorosos.

A atenção deve ser dada às plantas infestantes, e como as sachas não são viáveis na linha, só as mondas químicas e manuais se admitem, assim como a passagem de capinadeira no período de repouso.


Apenas alguns fungos podem prejudicar a cultura, mas de um modo geral aparecem apenas a partir do 3.º ano, altura em que se recomenda retirar os bolbos do solo, a sua triagem por diâmetros, e a plantação numa nova parcela.

A multiplicação da planta é feita pela divisão dos novos bolbos que vão aparecendo à volta dos mais velhos, geralmente 1 a 3 bolbos novos por cada bolbo velho por ano. Esta multiplicação exponencial permite aumentar rapidamente a área cultivada.


Perante tanta simplicidade de cultivo pergunta-se: Porque é que este condimento é tão valioso? Duas razões apenas: Colheita e triagem totalmente manuais e baixa produtividade.


Na operação de colheita, o passo mais exigente da cultura, colhem-se as flores nas primeiras horas da manhã, para que não murchem, caso contrário torna-se mais difícil a remoção dos estames que, depois em mesa, são separadas das anteras, que de seguida são desidratadas.

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De referir que para obter um quilo de açafrão é necessário colher, pelo menos, 150 a 200.000 flores, requerendo toda a cultura (para 150.000 flores) até 400 horas de trabalho. Em compensação um hectare pode produzir até 25 kg de açafrão.

No mercado internacional a cotação do açafrão (granel) varia entre os 1.000€/kg (açafrão iraniano) e os 3.000€/kg (açafrão espanhol), diferenças estas que estão relacionadas com a qualidade do produto.


O açafrão classifica-se pela sua pureza, grau de safranina, poder corante, acidez e poder aromático, diferenças estas que fazem variar muito o valor do produto.

 

Apesar de tradicional na culinária portuguesa, espanhola, italiana e indiana (arroz de açafrão, paelha, arroz à valenciana, risotto, caril, sarapatel), e outrora com grande uso, está a desaparecer das cozinhas portuguesas (algumas por já nem o conhecerem), substituindo-o pelo falso açafrão (comercialmente chamado de açafrão das índias, e que mais não é do que o pó extraído das raízes curcuma).

 

A diferença de sabor é enorme e a cor também. Enquanto a curcuma confere aos pratos uma cor amarela, o açafrão junta à subtileza do seu aroma o requinte de uma cor amarelo-avermelhado extremamente brilhante.


E a diferença nota-se nas doses, sendo que é necessária uma colher de sopa de curcuma para conferir o mesmo resultado que um só grama de açafrão. Porém, quando se compra no supermercado a curcuma (açafrão das índias) por um preço variável entre os 10 e os 20€/kg, Joaquim Coelho chega a vender um só grama enfrascado do seu melhor verdadeiro açafrão por 14€! Mas se o português comum já não tem dinheiro para apreciar o açafrão, na Europa central, nomeadamente em França (para onde Joaquim Coelho pretende expandir as suas vendas), a procura é grande e muito exigente, ultrapassando os 5 milhões de euros de importações anuais.

 

O ingrediente que dá cor ao caldo verde é rico em carotenoides e em vitaminas antioxidantes. Além de inibir o desenvolvimento cancerígeno numa fase inicial, também ajuda a desintoxicar o fígado.

 

A couve de folhas tem forte tradição na culinária portuguesa, sendo muito utilizada na confeção do típico caldo verde. Também conhecida como couve-galega, couve cigana, couve-de-todo-o-ano, couve sem cabeça ou couve de cortar, este tipo de couve é mais rica em carotenoides e clorofila, sendo uma boa fonte de pró-vitamina A, vitamina C, B1, B2, cálcio, ferro, magnésio e potássio.

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É muito utilizada em Portugal (principalmente no norte) para confecionar caldo-verde e para acompanhar outros pratos como o cozido à portuguesa ou feijoada. Como a maioria das couves, previne a incidência de alguns tipos de cancro, pois tem na sua constituição glucosinolatos, que determinam o aroma e previnem o início do cancro.

 

Estas são couves com folhas grandes que se vão retirando ao longo do ano. As plantas podem alcançar cerca de dois metros de altura durante a fase vegetativa. Este crescimento dá-se quando as folhas dos nós inferiores vão caindo ou sendo colhidas. Este tipo de couves é mais rústica e adapta-se melhor a terrenos abandonados ou recém-estrumados. As flores são hermafroditas, autoférteis e, na sua maioria, polinizadas por abelhas.

 

As couves são consumidas desde tempos pré-históricos, há 4000 antes da atual era cristã. Na Roma Antiga, consumia-se muita couve a seguir ao estado de embriaguês, o que se provou mais tarde que a couve tem um efeito desintoxicante sobre o fígado. Estas couves podem durar mais de quatro anos e atingem geralmente grandes alturas, podendo atingir os cinco metros.

 

Esta couve adapta-se a vários tipos de solos, mas prefere solos de textura média ou argilosa, soltos e bem drenados. O pH deve ser de 6,5-7,5. Gosta de sol, tem a floração em dias longos, com mais de 12 horas. Pode colhê-la durante quase todo o ano no caso das folhas e entre os meses de fevereiro e março, no caso dos grelos. As folhas vão-se cortando manualmente assim que estejam expandidas.

 

Na nossa Quinta Biológica temos esta e outras especíes, venha conhecer o nosso produtor!

Com este título é muito possível que possa estar a pensar em super-alimentos tipo: bagas goji, açaí, spirulina, óleo de coco, cacau, pólen, sementes de chia, e até mesmo smoothies verdes. Todos estes têm uma coisa em comum, são ricos em micronutrientes e compostos bioativos (é o que dizem os exames laboratoriais) e por esta razão simples estão associados a propriedades particulares para a nossa saúde. Cuidado!

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Mas a coisa mais importante é comer comida de verdade (legumes, frutas, sementes e nozes, grãos integrais, legumes, ovos, peixe, carne ...) e de boa qualidade, ou seja, ecológica e de confiança. Os verdadeiros super-alimentos são todos os vegetais, ou seja, produtos que a horta nos dá: verde, vermelho, amarelo, laranja ..., raízes, folhas, tubérculos. Os legumes que devem ser consumidos a cada dia, pelo menos, duas vezes por dia. O quê?

 

Sem entrar em detalhes, o que nos dá a horta em cada estação, o mais fresco possível. Vegetais cultivados sem pesticidas, com fertilizantes naturais, respeitando períodos de maturação, sem conservantes para o armazenamento, estes sim,  são pérolas de natureza. Eles têm mais vitaminas, minerais, antioxidantes e outros e o seu uso regular nos torna mais resistentes a doenças e ajuda-nos a adaptar ao ambiente em que vivemos. 

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Pensa que esta é uma tarefa difícil especialmente se vive em grandes cidades como Lisboa ou Porto? Já existem opções para todos. Poderíamos comprar em supermercados bio, mas caros.. ou poderíamos falar com os produtores e pedir a eles que nos enviassem uma cesta semanal ... Mas a melhor opção é ter produtores que nos permitam ir a uma quinta e escolher os produtos que precisamos. Se tem filhos, é uma atividade que eles gostam e que lhes permite estar em contato com a natureza. Este sim, é um verdadeiro luxo, é um luxo que não há dinheiro que possa pagar. Ah! e é barato! Onde? - wwww.camponio.com

 

Vamos aproveitar a natureza e os seus produtos !!! Eles são o melhor remédio para o nosso bem-estar físico e mental.

caracol col col

  • 5 June 2017 | 9:41 pm

Começou no mês passado a época dos caracóis e das caracoletas. Diz a tradição popular que a época dos caracóis decorre durante os meses sem erres, começando portanto em Maio e termina em Agosto.

 

Os portugueses são grandes apreciadores deste petisco, consumindo 13 mil toneladas por ano, logo a seguir aos espanhóis (20 mil toneladas), italianos (30 mil toneladas) e franceses (75 mil toneladas). O mercado norte-americano e japonês mostram cada vez mais apetência por esta iguaria. Calcula-se que o consumo mundial atinja as 300 mil toneladas de caracol. Ao contrário de Portugal, onde o consumo é maioritariamente sazonal.

 

Mas como produzir caracóis?

 

Há dois métodos principais de produção: o francês e o italiano.

 

O primeiro é um sistema intensivo de exploração, onde as condições de luz, temperatura e humidade são cuidadosamente controladas, de forma a possibilitar a postura de ovos durante todas as estações do ano. Os animais são criados em mesas sobrepostas localizadas em locais fechados. Algumas explorações adoptam um sistema misto de criação, controlando a reprodução no interior e a engorda no exterior.

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O método italiano baseia-se na criação de caracóis a céu aberto, em canteiros com sementeiras especiais que servem de abrigo e alimento aos caracóis. É um sistema biológico que exige menos investimento e pouca mão-de-obra, mas tem menos rendimento que o método francês e regista maior taxa de mortalidade dos animais.

 

Mais recentemente, os espanhóis desenvolveram um outro método que tem tido aplicação tanto em Espanha como em Itália e Portugal. É um sistema intensivo em viveiros, divididos em estufas de engorda, de postura e de eclosão dos ovos.

 

Já o nosso produtor cria e comercializa caracol assim como alevins da espécie "Helix Aspersa Máxima" em ciclo biológico completo adaptado. Toda a produção é realizada numa estufa agrícola com sistemas de rega por nebulizadores, para que seja garantido a temperatura e humidade ideal para o crescimento e desenvolvimento da espécie. A estufa é composta por 12 parques vedados semeados com rabanetes, couves e nabos e com uma média de 460 abrigos em madeira apropriada.

 

Quer conhecer a vida dois caracóis? Venha vivenciar esta experiência

cravos, vamos cultivar a liberdade?

  • 25 April 2017 | 10:00 am

Toda a gente sabe, ou deveria saber, de onde apareceram os cravos que foram para as pontas das espingardas na Revolução de Abril. O cravo transformou-se num símbolo de Portugal para o mundo, a insígnia mais marcante do nosso país no século XX, juntando o regime fascista e a libertação revolucionária.

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No entanto, poucos sabem que o cravo é conhecido como a  Flor dos Deuses. O seu nome científico é dianthus caryophyllus. É uma planta exótica, muito mencionada na mitologia grega e na mitologia romana. Recebe, em Roma, o nome de " Flor de Júpiter", por apresentar características similares ao deus do mesmo nome, o que representa, para a mitologia romana, o mesmo que Zeus representa para a mitologia grega. De cores variadas, esta flor apresenta muitas pétalas e também um caule retilíneo muito verde, cilíndrico e tubular com uma lindíssima ramificação. O tamanho varia conforme a espécie, e pode chegar até um metro de altura.

 

Como cultivar?

O cravo pode ser plantado no ano inteiro, no entanto não irá germinar com temperaturas muito baixas. A temperatura ideal do solo deverá estar entre os 21°C a 24°C. As sementes são relativamente grandes e fáceis de se manusear. Molhe bem a terra/substrato e enterre as sementes apenas o suficiente para que fiquem cobertas. Mantenha a humidade alta o tempo todo até os primeiros sinais de germinação, o que leva cerca de 3 a 7 dias. 

 

Depois de estabilizada, diminua a frequência de regas para que o solo possa secar levemente. Excesso de humidade pode trazer problemas com fungos e podem fazer com que a raiz apodreça. São muito resistentes ao frio desde pequenas, e toleram geadas sem problema. Após o desenvolvimento das primeiras folhas, poderá mover gradualmente para o sol para evitar que os galhos estiquem quando procuram a luz.

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O cravo necessita de uma mistura de solo rica em matéria orgânica, a qual:

 

  1. Terra comum de jardim;
  2. Terra vegetal;
  3. Composto orgânico.

 

Caso pretenda plantar cravos em vasos:

 

  1. Adicione argila expandida ou brita no fundo do vaso;
  2. Em cima da argila expandida acrescente a manta de bidim ou manta de poliéster para filtrar a água e evitar que a terra se infiltre por entre as bolinhas da argila (ou pedras), entupindo o dreno;
  3. Adicione o solo rico em matéria orgânica como informado acima e desfaça um pouco do torrão com as mãos para que as raízes se adaptem mais rapidamente ao vaso;
  4. Para dar acabamento ao vaso e também para evitar que ervas daninhas apareçam adicione casas de árvores.

 

Por último, deixe um espaço de tempo entre as regas para que a terra seque um pouco, especialmente no inverno. Quando for regar, não molhe suas folhas, apenas o solo. Também é importante que os vasos tenham aberturas para escoar a água não absorvida pelas plantas.

 

Mas, o que eu gostava era de conhecer um verdadeiro produtor de cravos, e você? Brevemente no nosso projeto

a moda da cerveja artesanal

  • 23 April 2017 | 11:01 pm

Queremos com este post apresentar o nosso produtor de cerveja artesanal, que representa tudo o que procuramos nos produtores do nosso projeto. Pessoas como ele, que tratam a sua arte com paixão, o seu trabalho com amor, carinho e com muito divertimento. A nossa cerveja nasceu como hobby, no empenho pós-laboral em fazer uma cerveja que o nosso produtor gostasse realmente de beber e de apreciar. Provando que a falta de tempo não é incompatível com um bom trabalho, muito rapidamente este produto tornou-se um grande exemplo de reconhecimento, tendo sido recentemente premiada.

 

Numa pequena sala de 10 metros quadrados, o nosso produtor faz todo o processo de confeção, preparação, fermentação, engarrafamento e rotulagem. Cada passo é realizado com o máximo cuidado. O nosso produtor está convencido que esta tendência é muito mais que uma moda. Ele chegou para ficar, sendo este um produto diferente das bebidas industriais mais conhecidas, quando os consumidores provam, aprendem a valorizar e estão dispostos a pagar um pouco mais pela qualidade e variedade dos sabores, que até agora tinha sido muito pouco explorado. E não é que a cerveja artesanal é a nova reliquia de muitos bares.

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A nossa experiência irá dar a oportunidade de conhecer esta microcervejaria e viver em direto todos os processos, tais como a mistura de maltes, a adição de lúpulo, a fermentação, até à maturação e engarrafamento. Irá existir uma prova dos diferentes maltes que se utilizam, aprendendo a distingir os sabores e a sua influência na bebida final. E para terminar, teremos um aperitivo com a oferta de uma garrafa de cerveja de 75 cl, onde poderá levar para casa e disfrutar da mesma no seu lar. O que mais podemos pedir?

 

 

 

o segredo de uma boa experiência

  • 17 April 2017 | 10:44 pm

Quando alguém um dia começa uma aventura de começar um negócio, valoriza o investimento, os meios com que conta, previsões de receitas, as horas de trabalho, os potenciais benefícios económicos...No nosso ainda curto caminho, um dos principais pilares do nosso projeto são os produtores. Pessoas que mal se conhecem decidiram entrar neste barco com os olhos fechados. E tem sido uma sorte encontrá-los e tê-los como companheiros de viagem. Eles viram em nós, assim como nós vimos neles, a vontade de mudar, demonstrar que existem outras formas de viver, comer e relacionar. Eles apostaram sem hesitação para um projeto que nem sequer existia e encorajaram-nos para seguirmos juntos.

 

Se um dia uma celebridade nos convidasse para trabalhar num projeto de alimentação saudável, era fácil dizer que sim..Mas o mérito é dizer sim quando estranhos chegam à tua porta e dizem " Olá, temos um novo projeto que ainda não tem site, e nós gostaríamos que você fosse o protagonista principal, que explique como é que trabalha, porque é que os seus produtos são especiais e deixá-los participar". Estavamos à espera de um monte de nãos, mas pelo contrário tivemos um monte de "conte comigo". 

Como o nosso produtor de ervas aromáticas que prontamente nos abriu as portas e nos mostrou as suas instalações..o nosso produtor de cogumelos que nos ensinou como cultivar em troncos de eucalipto..o nosso produtor de morangos que prontamente nos presenteou com uma caixa de deliciosos morangos..e o nosso produtor de caracóis que cozinhou de forma sublime na nossa visita piloto..

 

Vamos dizer-lhe muitas coisas sobre todos eles, porque Campónio, é muito mais do que um lugar para encontrar experiências interessantes. Nós queremos ser uma comunidade real, onde os produtores e consumidores se relacionem continuamente. Você irá saber com o que acontece na exploração do seu produtor favorito em diferentes épocas do ano e irá partilhar todas essas notícias. Mas hoje nós só queremos dizer..

 

Obrigado!

Certamente que já pensou mil vezes: devemos ir mais ao campo, devemos levar as crianças para que eles vejam que as alfaces não crescem no supermercado. Seria ótimo sair desta vida rápida, de stress, cheia de alimentos embalados e fast food. Comer coisas que nos fazem sentir bem, passar tempo com a família e amigos, fazer coisas com as próprias mãos, estar mais tempo ao ar livre..

 

Nós tinhamos o mesmo problema, vivíamos numa grande cidade, temos filhos que o mais verde que viam durante semanas era a relva das rotundas. A vida era sempre vivida com pressa. Mas nós gostamos de comida boa, produtos de qualidade (que não precisam de ser sofisticados ou caros) produzidos com cuidado, legumes frescos, pão caseiro, tudo sem intermediários. Descobrir o que é um pé de feijão, como é que o queijo é feito, ou qual é a sensação de pisar uvas. Porque estávamos tão longe de viver como gostamos?

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Porque não colocar os consumidores em contacto com os produtores? Participar em todo o processo, puder comprar diretamente produtos de qualidade, artesanato, ir ao melhor supermercado possível: a origem!

 

Campónio um lugar onde nós selecionamos para todos, momentos autênticos, atividades únicas e produtos artesanais. Temos o plano perfeito, passe uma manhã, uma tarde, um dia a visitar quintas, estufas, produções agrícolas perto da sua cidade. Terá a oportunidade de conhecer o Joaquim, a Clara, o Manuel...Eles vão ensinar como produzir alimentos com amor e respeito à terra. Vai puder participar nas atividades agrícolas, ou conhecer as diferentes etapas do processo. E depois, levar para casa sem intermediários os deliciosos produtos que acabaram de colher e adquirir outros a bom preço.

 

Poderá vir com a sua cara metade, com um grupo de amigos, sozinho ou com a sua família. Todas as experiências que propomos são perfeitas para passar momentos juntos. Quer saber todas as atividades que temos para si?

 

 

 

do sonho, da ideia, até à realidade

  • 5 April 2017 | 3:32 pm

Tudo começa com um sonho, mas o que fazer para manter esse sonho vivo, até chegar ao dia em que se torna parte da realidade?

 

Junho de 2016

 

Sementeira

Todos nós sabemos a importância de adotar uma alimentação saudável, através do consumo diário de alimentos que não sejam nocivos para a nossa saúde. Mas como chegam esses alimentos às nossas mesas? Onde e como foram plantados? Como foram colhidos? Qual foi o caminho que fizeram até chegar ao local de compra? Houve desperdício? Conhece a verdadeira origem ? Estas são perguntas para as quais, quase nunca temos respostas.

E o que fazer? Dar a oportunidade a todos de conhecer os processos que envolvem os produtos que consumimos diariamente, através de uma plataforma que liga cada um de nós aos verdadeiros produtores. Não, já não é um sonho, nasceu o Campónio.

 

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Outubro de 2016

 

Germinação

Uma grande ideia não basta para ter sucesso, estas são grátis e surgem constantemente, mas pô-las em prática é o mais difícil. 

A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém levou a cabo o 1.º Programa de Aceleração de Startups, que consistiu num programa inovador e condensado no tempo que, em apenas 8 semanas, procurou apoiar os empreendedores na aceleração dos seus projetos e no encontro de financiamento, visando uma mais rápida operacionalização, entrada e consolidação do projeto empresarial no mercado. A nossa participação permitiu-nos desenvolver o nosso modelo de negócio e definir estratégias para a criação da empresa e do negócio.

1.º Programa de Aceleração de Startups

Novembro de 2016

 

Crescimento

Participamos no 1.º Concurso de Ideias de Negócio do projecto Ribatejo Empreende, programa dinamizado pela Nersant e co-financiado pelo COMPETE2020, que visou promover o empreendedorismo qualificado e criativo e apoiar empreendedores na criação e consolidação de novas empresas no Ribatejo.

Este primeiro concurso, centrado nas temáticas do Património, Turismo, Indústrias Culturais e Criativas e Valorização de Recursos Endógenos recebeu um conjunto de 30 candidaturas.

E o grande vencedor foi...

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Fevereiro de 2017

 

Floração

Será que se pode traçar um mapa astral, ou cronograma, de uma empresa como se de uma pessoa se tratasse? A empresa nasceu sob que signo e com que ascendente? Será que isso pode influenciar o sucesso dos negócios? Não sabemos, mas é um facto que tal como o seu criador, sob o signo de Aquário, nasce a Farmer Experience - Animação Turística, Unipessoal Lda, empresa que detém a marca Campónio. 

Astrologia empresarial à parte, do sonho e da ideia, este projeto tornou-se realidade, continuaremos a aprender e progredir todos os dias, iremos evoluir e queremos percorrer o nosso caminho de autenticidade, dando a conhecer o que se faz no nosso país, as nossas tradições e os nossos costumes.

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Somos uma plataforma online que se traduz num conceito diferenciador no mercado, o desfrutar de experiências autênticas diretamente com verdadeiros produtores. Estas experiências permitirão aos clientes conhecer e participar em todo o processo que envolve os produtos do campo, desde a sua origem, a recolha, até à sua confeção, passando também pelo contacto com os animais.

 

Seja campónio por um dia!